quarta-feira, 30 de julho de 2008

Dancem macacos, dancem!



Dignidade humana para macacos superiores?

Eis um vídeo - baseado no escrito Dance, Monkeys, Dance! de Ernest Cline -salutarmente constrangedor e que eu recomendo. Pôr em xeque a "superioridade" humana, pode nos fazer repensar a quantas anda nosso posicionamento em relação ao mundo, aos outros e a nós mesmos enquanto individualidades egoistas.






terça-feira, 29 de julho de 2008

Perante à violência o pensamento se cala...



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Para um bom entendedor um quadrinho basta.


Alterado e retirado de Malvados.


segunda-feira, 21 de julho de 2008

O que fazer?

Fundam sérios problemas as constantes interrogações que nos acometem. E pior, nem sempre são "respondíveis". Mesmo o mais trivial não é "respondível" de maneira definitiva. Nem mesmo o motivo de um texto como este estar sendo escrito possui qualquer resposta razoável, consensual. Que é o homem? Quem é o animal racional? Por que o vinil faleceu de maneira tão veloz e o CD foi ainda mais efêmero? Por que o câncer é [ainda] incurável se temos a possibilidade de portar um HD de 600 GB, se somos capazes de acessar a internet de celulares e da geladeira, se posso transmitir, por uma web cam, o aniversário do meu filho para os parentes que se encontram demasiadamente distantes? Por que não comer alimentos transgênicos? Por que não professar a fé comunista? Por que não atacar o bestial capitalismo? Por que não usar drogas? E por que usá-las? Morar numa casa, num flat ou num resort? Ser professor ou funcionário público de balcão? Solteiro na esbórnia ou casado na "estabilidade"? Dinheiro ou felicidade? Química ou terra? Vida ou morte? Ficar ou ir? três empregos, dois ou nenhum? Um filho, dois ou nenhum? O que fazer com tantas e renováveis questões? Ou será, como crêem alguns simplórios amigos, que questões verdadeiras são apenas aquelas que investigam, de maneira incontestavelmente séria, o por que antes o ser e não antes o nada? Ou por que as coisas são desta maneira e não de outra forma? O que "é" o ser? E o não-ser? Mesmo um modesto questionamento que um ser humano realiza [e este o faz parar e partir para longe de si mesmo, para depois reencontrar-se] deve ser levado a sério. O trabalho filosófico é eternamente original: mesmo que as perguntas sejam as mesmas, os humanos que se questionam não.
Ainda insisto em saber o que fazer com tantas questões se sequer podemos administrar perguntas freqüentes, se sequer podemos "conhecer-nos a nós mesmos". Se nós realmente nos conhecêssemos, se soubéssemos o que é genuinamente um estado de sofrimento, se abrangêssemos, de fato, que o corpo e o cérebro são armas em potencial, as guerras, disputas e refregas seriam minoradas [não extintas: Hobbes tem uma boa parcela de razão]

Todavia, há algo relativamente simples de administrar: a nossa impotência administrativa em relação a nossa própria existência. Que ser é esse que não tem destino e nem um caminho fatal, a não ser o não-ser? Verdade de domínio pouco amplo, aquela que afirma podermos dominar nossos instintos [50% do nosso "sendo"?], controlar nossa propria fortuna de maneira totalmente racional e não depender dos desvios da fatalidade.

Então, o que fazer em relação a todo esse des-amparo?

Religião
? Caminho cômodo, verdades prontas.

Ciência? Caminho confortabilíssimo. Verdades e fórmulas prontas.
Filosofia? Caminho árduo, inviável e angustiante. Não há Deus e não há antidepressivos.


Entretanto, o inviável e o árduo são os motores da ciência, enquanto o angustiante é o caminho da religião.

No fim das contas, ciência, religião e filosofia comungam de um principal "alicerce": o desamparo.

Então, caros amigos, o que fazer?