segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Atenção heideggerianeths: a novela Heidegger.



"The Jew and the Nazi" review of Laterthanever's San Diego production by Pat Launer, sdtheaterscene.com
"The production is excellent...Beyond all the philosophy and rhetoric, this is a shocking, stirring and fiery love story, blisteringly told."

Creio ter achado o maior fetiche possível para dar de presente aos fãs de Heidegger: uma história de amor intelectual que envolve o "Pastor do Ser". Se alguém achar isso em vídeo, pelo amor de Zeus, não hesite em me enviar. Deixando a infantilidade de lado, pelo que li de alguns comentários de pessoas e entidades, pode-se notar que é uma produção realmente interessante. Retornando a infantilidade, achei uma faceta muito boa do destino um madruga interpretar Heidegger. E Hanna Arendt, que bela não? E chega! Cansei de explorar de maneira tão pejorativa a vida deste homem!

Confira o elenco.

Fonte: Laterthanever Productions.




terça-feira, 4 de novembro de 2008

Forçando a barra?

Pois bem, como se pode ver ao digitar o endereço desse domínio, faz-se menção "direta" a um pensador alemão de forte notoriedade no séc. XX. Desta feita, não se poderia deixar de dedicar uma série de posts acerca da sua vida e obra. Optei por expor querelas contemporâneas [afrancesadas] sobre sua hipotética ou efetiva relação com o hitlerismo. Para meter fim nesta etapa, e retomar as postagens aleatoriamente filosóficas, trago ao julgamento dos amigos [façam como quiserem] uma possível hermenêutica sobre a tumba de Heidegger. Isso mesmo, a TUMBA do homem! Qualquer "forçação" de barra é mera coincidência. Ao menos a utilidade deste tópico é oferecer, aos fãs, a imagem da lápide para virar papel de parede do Windows.


Ecueil sur la tombe de Heidegger.

Fonte: phiblogZophe
Tradução livre por Raphael Douglas M. T. Filho.
Confira o texto original aqui.





Qual a intenção de anexar sobre a tumba do “maior pensador do séc. XX” este tipo de estrela octogonal?
O filósofo visitante que aparecesse por ali, com a lembrança radiante das paginas de Kant sobre o Aufklärung, poderia fazer outra coisa que não começar a mergulhar dentro de um abismo de perpexidade?
O phiblogZophe permanecerá fiel a sua iconoclastia ignorante e caluniosa: esta estrela, na verdade, nada mais é do que uma cruz gamada.
Mas não viaja, Zophe, tu deliras!
Que seja, mas não fui eu quem afixou esta medalha de honra ao herói da guerra do Ser.
Então eis meu delírio, que vale tanto quanto o de Heidegger.
O Oito significa a eternidade e o infinito mas, sobretudo, o diálogo incessante do Céu e da Terra.
Sem delongas, é o Geviert completo, a quadriparte [quadrindade] em toda sua gloria:
O céu
A terra
Os mortais: Heidegger e a  "chère petite âme" geboren Petri. E nós, certamente, que vemos a tumba.
Os deuses: “Só um deus poderia nos salvar”
Mas pasmem! O famoso Geviert nada mais é que a versão “em grandeza interna” da cruz gamada nazista, do svastika.
A questão não é saber se Heidegger de fato não disse nada com o Geviert, mas o disse numa forma que não se pode não lembrar outra coisa que a cruz gamada.
Para Heidegger, fiel ao hitlerismo até a tumba, a cruz gamada é uma forma simbólica destinada a substituir a cruz cristã. É na linha da ideologia völkisch e do nazismo.
Esta medalha, que o combatente “do ser para o ser” se apropriou, é uma metáfora da cruz gamada.[1]
Poder-se-ia imaginar, no mais, um exercício de filosofia (filosofia dos símbolos) sobre o tema.
O “Rosebud” heideggeriano funciona desta maneira: o oito reenvia ao Geviert, e este à cruz gamada.

[1] Comparar-se-á o ornamento heideggeriano a esta medalha militar alemã da segunda guerra mundial. Trata-se da cruz do mérito de guerra. Não é evidente sobre a imagem, mas, ao centro da medalha, se pode perceber a cruz gamada.