sábado, 24 de janeiro de 2009

É por isso que eu digo...

Enquanto não se publica, libera-se em doses homeopáticas.

Do livro em construção: Aforismos e absurdos.

  • Eu gosto de ser mais um. É justamente por ser mais um que sou único. Ser a mesma coisa não é o mesmo que ser mais um. Ser mais um é somar-se a... e assim fazer parte da grandiosidade do todo.
  • As teorias são faíscas na verdade do Ser
  • A poesia arrazoa o mundo sem racionalizá-la.
  • A poesia é extremamente racional na medida em que a razão é demasiado poética.
  • A filosofia nasce do banal assim como o cogumelo do estrume.
  • Para que serve a filosofia? NADA. Quem serve está servindo a algum propósito ou a alguém. Como então se pode taxar livre um filósofo?
  • Que é a filosofia então, se não produz alimentos, nem ergue prédios, nem suscita novas tecnologias, nem estuda os genes? Estamos fadados ao escafandro da academia, às masturbações intelectuais e à razão ornamental?
  • Ninguém desejar pisar na bosta. Todos evitamos pisá-la. Mas não esqueçamos que ela está sempre acessível aos nossos pés.
  • Dialética do Bernardinho: a lógica de funcionamento e do progresso da filosofia é como a lógica de funcionamento do Voleibol: alguém saca, há um especialista em receber, outro levanta, um outro escolhe como vai atacar e ainda há os mais argutos que finalizam de“segunda”.
  • Animal racional. O homem só pode ser taxado racional por que há a possibilidade de sê-lo e não pela permanência inexorável e inabalável da razão. Basta observar dois homens brigando e dançando axé num bloco de "carnaval", onde está o racional ali?
  • Cumpra o que você não pode prometer.
  • Amar é desejar. Desejar é ter ambição de posse. Possuir é ter domínio. Dominar é ter poder sobre... Ter poder sobre é limitar a liberdade. Liberdade é de-cisão. Amamos de fato?
  • As pessoas, por mais medíocres que sejam, sempre conseguem alguma coisa na vida. Digo isso não por prepotência, mas por conhecimento de causa.