sábado, 28 de março de 2009

Utilidade pública: livros completos.


Inauguro a partir de hoje a seção Livros completos [checar nas opções do blog à direita] Há certo tempo tenho notado que livros de filosofia raros ou que possuem um preço bastante elevado têm sido veiculados na grande rede. O que mais impressiona são textos que ultrapassam 700 páginas digitalizados por completo! É muita paciência e nobreza em ajudar os ávidos por leitura. Coleções como a Primeiros passos e a Coleção os Pensadores estão em pleno processo de digitalização e não é difícil encontrá-las. Eu, garimpeiro que sou, repasso a vocês leitores os melhores [ou mais necessários] textos de filosofia que já encontrei. Se tens paciência para ler ao PC, faça bom proveito.

Boa leitura ou pesquisa.



terça-feira, 17 de março de 2009

Requiem for Martin Heidegger

Saiba você que o alemão é ovacionado e homenageado em todos o setores da cultura mundial. A banda germânica de Punk Rock, Panic, elaborou, em 1978, um Requiem poético e extremamente complexo de executar um cover ou versão: não tente! O refrão é demasiado complicado e soa assim: "Rai, dêgarrái, dêgarrái, dêgarrai, dêgarrái!" (Heidegger, Heidegger, Heidegger, Heidegger, Hei!) Você que tem certo domínio sobre o a língua alemã, poderia traduzir o início da letra para nós?


Se você deseja adquirir o mp3 clique aqui


Do Disco Killed by Epitaph




quarta-feira, 11 de março de 2009

Filosofia prática: Realismo Ingênuo na cozinha.

Atenção acomodados e preguiçosos de plantão, chegou a hora de usar a filosofia para usufruir de uma das maiores especialidades já fornecidas pela velha senhora: o ócio!
A face mais radical do empirismo pode ajudá-lo a não executar tarefas básicas do lar. Esse est percipi, “ser é ser percebido” diria o filósofo irlandês George Berkeley [1685 - 1753]. Taxado de realista ingênuo, esse pensador, tentando livrar a filosofia do subjetivismo individualista cartesiano, que afirmara que tudo quanto existe, existe apenas na mente singular de cada indivíduo, acreditava que não é possível conhecer a realidade mesma das coisas. O que se pode conhecer são as qualidades imediatas da coisa que se percebe. Desta feita, o que é de fato, é apenas uma gama de sensações imediatas do objeto. Se eu não vejo, se não entro em contato, não existe. Uma árvore que cai numa floresta chinesa não existe se não for percebida. Assim, o irlandês ai não nega a realidade exterior à mente, mas visa revisar a idéia cartesiana da total separação entre uma substância pensante (res cogitans) e uma substancial material, uma substância extensa (res extensa). Em suma meu velho, se você não vê, não existe, não há existência independente do subjetivo, logo, para deixar de varrer a casa, lavar os pratos e dar banho no cachorro, vire às costas e tudo deixará de existir instantaneamente.
Para informações mais sérias sobre o assunto clique aqui.