quarta-feira, 29 de abril de 2009

Jesus Cristo x Thomas Hobbes

Premissa 1:

Jesus disse: “Ond
e dois ou mais estiverem reunidos em meu nome, ali eu estarei.”
Mt 18, 20.

Premissa 2:
Hobbes disse: “Onde dois ou mais estiverem reunidos, a competição, a desconfiança e a glória ali estarão.”
Leviatã, Cap. XIII
Conclusão:

Onde dois ou mais estiverem reunidos em nome de Jesus, a competição, a desconfiança e a glória ali estarão.

O silogismo é inválido. Mas o fanatismo é relevante.



segunda-feira, 27 de abril de 2009

Pathos

É óbvio que o amor/paixão é assunto da filosofia. É como eu costumo dizer: a filosofia nasce do banal assim como o cogumelo do estrume. Quando se termina de ler a Metafísica do Amor de Schopenhauer a sensação que se tem é que todos os problemas em relação aos causos amorosos possuem uma solução: é tudo biologia ó pá! Recurso tentador e até mesmo vitorioso depositar, na espécie, a culpa disso que nos faz insanos e inconseqüentes por algumas vezes e filósofos dos mais etéreos temas por outras. É óbvio que um dos motivos da existência do homo sapiens é a reprodução e a natureza é extremamente eficaz quando precisa de mais indivíduos no seu cast. Opera para iludir dois indivíduos pré-determinados, eles acreditam cegamente que estão obtendo um gozo próprio, mas, na verdade, são fantoches de um desígnio maior: a manutenção da espécie. Mas essa tese responde ao Eros? Por que a necessidade do outro nos faz tão contingentes? Certamente tudo isso que se passa no espírito de quem acredita ser outrem a maravilha dos sorrisos cotidianos não é simplesmente da ordem físico-química. Há uma substância em jogo que não há ciência de progresso consensual que consiga detectar, nem magia que consiga definir. Para o grande Emmanuel Lévinas “o patético da voluptuosidade é justamente o fato de serem dois”. Não nos bastamos e não cabemos em nosso próprio eidos quando um simples outro, vagando ao meio de outros seis bilhões, nos toma de assalto as emoções. Um exercício sexual sem compromisso é extremamente leve, sem o peso do “depois” e nos dá a sensação de uma liberdade sem medidas. É a vitória da sociedade pós-moderna, ou, como diriam os comediantes do dia-a-dia, a sociedade pós-pra-frente. Em suma, é ótimo. Todavia, num texto conservador [confesso] o exercício sexual praticado com alguém que se está afetivamente voltado é algo de inexplicável. Poucos são os eventos que o humano se envolve que o aproxime da idéia de eternidade quanto o de estar olhando, genuinamente, para dentro de outrem. Só existe um conceito que pode elevar-se e fazer frente ao conceito de morte.

Se você também estiver numa fase platônica;
Ser platônico não é pecado algum;
Nem é ser um conservador cuja monotonogamia faz doer;
É até inevitável e, no fim das contas, traz boas sensações.
Se estiver apaixonado, experimente, não doi.
Apenas olhe nos olhos dele ou dela e a filosofia e o pensamento perdem a vez.
O que não se pode racionalizar, deve-se apenas sentir. Eis a humildade do filósofo.

Dedicado àquela menina da Rua da Saudade.



domingo, 19 de abril de 2009

História e ilustração

Para educar crianças e adolescentes, competir com a internet é tarefa árdua. O acesso à informação é praticamente infinito e ir buscar em livros essas mesmas informações é demasiado complicado se comparado à facilidade dos "ctrl + f's" da vida. Todavia, a maneira antiga de expor, por exemplo a história, era extremamente fascinante. Eis o exemplo de Peter Connoly, um artista e erudito britânico. Escreveu e ilustrou [incomparavelmente] livros sobre a antiguidade da Grécia e de Roma, especialmente dedicados à tecnologia e cultura militares. O prazer de acessar um livro cujas ilustrações são tão lindas e meticulosas é incomparável. Destarte, trago aos amigos alguns dos seus principais livros em PDF que podem ser baixados. Para o enriquecimento pessoal, o comprazimento estético e o crescimento intelectual eu sugiro que não deixem de ter perto de si obras como essas.

Boa leitura.

As legiões romanas:



Os exércitos gregos:




A lenda de Ulisses:



Aníbal e o inimigos de Roma: